Com destaque para Ludmila pelo Atlético de Madrid, a Liga Espanhola se inicia neste sábado com diversas brasileiras
Campeã espanhola na temporada 2018/19, Ludmila é uma das jogadoras brasileiras com mais destaque na Liga Espanhola (Foto: Divulgação/ Atletico de Madrid)

Com 12 jogadoras brasileiras, o Campeonato Espanhol se inicia após idas e vindas da Federação

*Este texto foi feito com o auxílio da jornalista Mariana Machado, uma das colaboradoras do setor de Futebol Feminino do Planeta Brazuka.

A partir deste sábado(03), após idas e vindas da  Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), se inicia a primeira divisão da liga espanhola de futebol feminino, mais conhecida como Primera Iberdrola. Antes estava prevista para o dia 05 de Setembro, mas, depois do aumento de casos na Espanha, foi suspensa e estava prevista para se iniciar no dia 18 de Outubro, contudo por pressão dos clubes e das próprias atletas, a competição se inicia duas semanas antes.

Em reunião comandada pelo presidente da entidade do futebol espanhol, Luis Rubiales, foram acertados os últimos detalhes de como vai ocorrer a competição,  com o protocolo aprovado pelo Conselho Superior de Esportes (CSD) no final de Agosto. Ao todo serão disputadas em 34 rodadas, em turno e returno, com previsão de se encerrar no ano que vem.

Uma novidade é o aumento do número de equipes: para esta temporada (2020/21), teremos duas equipes a mais: Santa Teresa e Eibar, que tiveram o acesso a divisão de elite. A temporada 2019/20 foi encerrada no mês de Maio, em virtude do novo Coronavírus, com o Barcelona declarado campeão e tanto Barcelona e o Atlético de Madrid se classificaram para a Liga dos Campeões, sem ter times rebaixados e as duas melhores equipes da segunda divisão ou Reto Iberdrola, tiveram o seu acesso garantido pela Federação Real de Futebol da Espanha.

 

Brasileiras na Espanha 

Conhecida por ser uma das Ligas que mais recebe jogadoras do Brasil, a Liga Espanhola está com 12 jogadoras em 7 equipes diferentes, sendo que a equipe do Madrid CFF conta com 5 jogadoras, o time que possui o maior número de jogadoras brasileiras na competição.

Confira abaixo as equipes e o perfil das jogadoras brasileiras na Liga Espanhola

Thaisa Moreno (Real Madrid)

Destaque brasileiro do Recém formado Real Madrid, Thaisa Moreno renovou com a equipe por mais uma temporada (Foto: Divulgação/ Real Madrid)

 

Estreante na Primera Iberdrola, o recém formado Real Madrid conta com duas brasileiras em seu elenco. A versátil Thaisa Moreno- que pode atuar tanto como meia tanto como volante-, irá carregar o número 5 da equipe madrilenha e está em sua segunda temporada no futebol espanhol. Na temporada de 2019/20, a paranaense atuou pelo CD Tacón (clube que o Real Madrid comprou para formar sua equipe feminina).

Thaisa iniciou sua carreira em 2009 nos Estados Unidos jogado pelo FIU Golden Panthers por duas temporadas. No Brasil, tem passagens por Foz Cataratas, Ferroviária, Centro Olímpico, América MG, São José, Corinthians, Osasco Audax e o 3B da Amazônia. Também foi convocada por diversas vezes para a Seleção Brasileira, disputando 59 jogos e marcado cinco gols pela Amarelinha. Internacionalmente, a meia central já defendeu o Tyresö FF, da Suécia, o Grindavík, da Islândia, o Sky Blue, nos Estados Unidos e o Milan, da Itália, sendo a primeira brasileira a vestir a camisa do clube italiano. Em sua primeira temporada pelo CD Tacón foram 17 jogos disputados e um gol marcado. Como o campeonato foi encerrado por conta da pandemia do novo Coronavírus, o Tacón ficou na décima colocação.

Daiane Medeiros (Real Madrid)

Daiane Medeiros, uma das jogadoras brasileiras que fazem parte do elenco do Real Madrid Feminino (Foto: Divulgação/ Twitter Real Madrid Femenino)

A outra brasileira que compõe o elenco do time merengue é a jovem zagueira Daiane Medeiros. Natural de Uberlândia, Minas Gerais, saiu de sua cidade natal para defender o Kindermann, de Santa Catarina. De lá saiu rumo à Noruega, onde jogou pelo Avaldsnes IL, depois foi para o PSG. Daiane chegou por empréstimo do clube francês até Dezembro, mas o Real Madrid pode comprá-la por duas temporadas, de acordo com informações da ESPN.

 

Ludmila (Atlético de Madrid) 

A primeira brasileira a compor o elenco do Atlético de Madrid e a única que ainda joga pelo clube é a atacante Ludmila. Natural de Guarulhos, cidade metropolitana de São Paulo, começou sua carreira pelo Juventus (SP), depois teve passagens por São Caetano, Rio Preto e São José, onde ficou por quatro temporadas e ganhou o Campeonato Paulista, Copa do Brasil e a Libertadores, até ser contratada pelo time colchonero em 2017. Foi convocada para a seleção brasileira pela primeira vez neste mesmo ano e já tem 22 jogos e três gols.

Ludmila foi campeã nacional na temporada 201718 e 2018/19 e em três temporadas possui 83 jogos e 22 gols marcados pela camisa rojiblanca. 

 

Aline Reis (Tenerife)

Com apenas 1,63, a goleira de seleção brasileira defende o Tenerife desde 2018 (Foto: Divulgação/Twitter Aline Reis)

A goleira Aline Reis defende o UDG Tenerife desde 2018. Natural de Aguaí (SP), Aline começou sua carreira no Guarani, depois passou quatro temporadas nos Estados Unidos jogando pelo UCF Knights e em 2012 jogou pelo SeMi na Finlândia. Retornou ao Brasil para defender a Ferroviária por duas temporadas, tendo passagens pelo Gyori ETO na Hungria e  pelo SC Blue nos EUA até chegar no Tenerife. A paulista já atuou como treinadora de goleiras na Liga Universitária, nos Estados Unidos e foi reserva da goleira Bárbara na Copa do Mundo de 2019. 

 

Jucinara (Levante)

Desde a temporada 2019 no Levante, a defensora Jucinara voltou a ser convocada para vestir a Amarelinha (Foto: Divulgação/Levante)

 

Dany Helena (Sporting Huelva) 

Uma das contratações do Huelva para a temporada, a atacante Dany Helena (Foto: Divulgação/ Sporting Huelva)

O Sporting Huelva é outro time da liga que conta com duas brasileiras no elenco. Uma delas é a Dany Helena, atacante que iniciou sua carreira no Capital CF e tem passagens pelo Kindermann, Cresspom (DF), Foz Cataratas FC,  Iranduba e Flamengo, onde foi artilheira do Campeonato Brasileiro em 2018 com 20 gols. Em janeiro deste ano, a jogadora foi contratada pelo EDF Logroño, mas por conta da pandemia e de uma lesão na tíbia não pôde jogar. Em julho, ela foi anunciada como o novo reforço do SC Huelva. “Desde que cheguei deu pra perceber a forma como elas jogam. O estilo dos treinamentos e o nível da competição. Aqui é mais técnico, calmo e pensado, mais cadenciado, porém um estilo de jogo mais inteligente. No Brasil vejo mais vigor físico e intensidade”, disse a jogadora em entrevista ao Lance!

 

Ana Carolina (Sporting Huelva)

A primeira brasileira a ser anunciada pelo Huelva nesta temporada,a defensora Ana Carolina é um dos reforços do Huelva (Divulgação/ Sporting Huelva)

A outra brasileira no clube é a defensora Ana Carolina. A jogadora começou no futebol profissional em 2011, no Viana, e tem passagens pelo Vasco, Botafogo e Flamengo, time que defendeu por cinco temporadas no total e conquistou o Brasileirão em 2016. Defendeu o Hammarby da Suécia também em 2016 e em 2019 foi contratada pelo EDF Logroño. Depois de apenas três jogos pela equipe, também foi contratada pelo Huelva. O clube da Andaluzia acabou a temporada passada na décima quarta posição.

Giovana Queiroz (Barcelona)

Com jogos por três seleções diferentes, a jogadora Giovana Queiroz tem apenas 17 anos e é o novo reforço brasileiro no Barcelona, sendo a segunda brasileira na história da equipe catalã (Divulgação/Instagram Barcelona Femeni)

A única brasileira do Barcelona é a jovem Gio Queiroz. Nascida em São Paulo e naturalizada espanhola, a atacante de 17 anos foi o primeiro reforço do clube catalão a ser anunciado para essa próxima temporada. Até a temporada de 2017/18, a jogadora estava nas categorias de base do Atlético de Madrid, para depois estrear na Liga Iberdrola pelo Madrid CFF – justamente contra seu atual clube. A hispano-brasileira jogou nas categorias sub-17 do Brasil, Espanha e Estados Unidos, país que morou quando criança. Ela tem contrato até 2023 com o Barcelona e é uma das promessas do futebol espanhol.

 

Jujuba (SD Eibar)

Jujuba é a única jogadora brasileira a defender o Eibar nesta temporada (Foto: Divulgação/Eibar)

A zagueira Jujuba foi anunciada pelo SD Eibar em agosto deste ano. A brasileira defendeu o UDG Tenerife na última temporada, tendo jogado em 18 das 21 partidas disputadas pelo clube. A jogadora de 28 anos tem passagens por vários clubes brasileiros, como Saad São Caetano, Bahia, São José e Kindermann, onde foi campeã da Copa do Brasil em 2015. Passou 3 temporadas no Japão, onde jogou pelo Urawa Reds, Vegalta Sendai e Vicsale Okinawa. Retornou ao Brasil e defendeu o Iranduba por duas temporadas e se transferiu para o UDG Teneriife na Espanha.

 

Mônica Hickmann (Madrid CFF)

Com passagem pelo Atlético de Madrid, a zagueira Mônica Hickman chega à sua segunda temporada no Madrid CFF, time exclusivo do futebol feminino na Espanha (Foto: Divulgação/ Madrid CFF)

Mônica Hickmann, zagueira, está no clube desde o ano passado. A gaúcha deu os primeiros passos de sua carreira em 2003, no Internacional, para depois jogar no Marília até 2006. De 2007 a 2012, ela defendeu o SV Neulengbach da Áustria – onde conquistou cinco Taças Austríacas e cinco vezes a Liga Austríaca – e retornou ao Brasil em 2013, passando pelo Foz Cataratas FC, pela Ferroviária e pelo Flamengo. Em 2016 foi contratada pelo Orlando Pride, mas foi emprestada ao Adelaide United da Austrália e para o Atlético de Madrid. Dois anos depois retornou ao Pride, onde participou de 16 jogos. Em 2019, jogou pelo Corinthians até ser contratada pelo Madrid CFF. 

A ‘xerife’ tem 52 jogos pela seleção brasileira e oito gols e coleciona títulos:

  • Medalha de bronze na Copa do Mundo Sub-20
  • Duas vezes campeã da Copa América Feminina pela seleção principal
  • Jogos Sul-Americanos de Futebol Feminino pela seleção Sub-20
  • Jogos Pan-Americanos de Futebol Feminino pela seleção principal
  • Torneio Internacional de Brasília (2014), Natal (2015) e Manaus (2016). 

 

Joyce Borini (Madrid CFF)

Outra defensora brasileira na equipe é a lateral Joyce Borini. Ela começou sua carreira profissional aos 25 anos no clube espanhol CDAV San Nicasio e tem passagens pelo AD Torrejón CF, Rayo Vallecano, SD Huelva, onde conquistou a Copa da Rainha. Passou três temporadas no Valência, de onde se transferiu para o UDG Tenerife.

Confira abaixo o anúncio da jogadora nas redes sociais do Madrid CFF

 

Antonia (Madrid CFF)

Vivendo a sua primeira experiência no futebol europeu, a zagueira Antonia tem sido um dos destaques da equipe espanhola (Foto: Divulgação/ Instagram)

A terceira defensora brasileira da equipe é a zagueira/volante Antônia. A jogadora natural de Rondônia, iniciou sua carreira na Ponte Preta e tem passagens pelo Corinthians, Iranduba e São Paulo, Osasco Audax, onde conquistou a Libertadores. Em 2019, foi contratada pelo clube de Madrid, onde anotou um gol em nove jogos.

 

Valéria Cantuário (Madrid CFF)

Uma das atacantes que saiu do São Paulo, Valéria assinou com o Madrid por uma temporada (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

Para compor o ataque, o clube conta com a brasileira Valéria Cantuário. A jovem piauiense teve como o primeiro clube o São Paulo (PI), depois foi para o Tiradentes (PI). A jogadora passou pelo Osasco Audax, Vitória e São Paulo até ser contratada em 2019 pelo Madrid CFF. A atacante conquistou o Brasileirão Feminino A2 com o São Paulo em 2019 e o Sudamericano Sub-20 Feminino.

Geyse Ferreira (Madrid CFF)

Em sua segunda passagem pelo Madrid CFF, a brasileira Geyse Ferreira é uma das promessas de gol desta temporada (Foto: Divulgação/ Madrid CFF)

A última brasileira da lista é a Geyse Ferreira. A alagoense começou jogando no CESMAC em 2012, e passou pelo União Desportiva, Centro Olímpico e Corinthians no Brasil. Em 2016, foi contratada pelo Madrid CFF e ficou até 2018, quando foi contratada pelo Benfica. Em 2019, a centroavante retornou ao clube madrilenho.